O que é essa coisa estranha e vulnerável que se esconde na humanidade?Essa vontade de ser superior, um desejo oculto de se sobrepor ao outro, de se considerar melhor à seu semelhante?
A evolução é um paradigma inviolável? Será que não é possível que tudo colapse e regresse a estados anteriores?
Num sistema auto-organizado, onde se escondem as mentiras? Onde se encontra o excesso de informação? Porque não é possível encontrar um equilíbrio humanitário?
Será que todo pensamento de alternativa é vão? Os homens vivem em busca de sonhos cada vez mais ousados, crendo num final superior, mas talvez só encontrem um abismo ensimesmado. E a fonte de seus problemas é a solução de seus estados, de suas nuances inferiores, sua inteligência incontida, não revelada; parte doutrinada de uma decisão esquecida. A vontade superior de um ser não é um espaço de fatos. É uma situação de dividendos, partes constituintes de um todo dado.
E para onde vão as perguntas numa época de respostas fáceis? É possível que os humanos encontrem a percepção de sua presença no universo antes de encontrar um fim em seus próprios méritos?
O hoje é uma questão presente: fora de nosso sistema o solar o tempo nosso é um dado atrasado. Cada ponto do universo vive um tempo próprio, uma velocidade de movimento e uma ocasião de estado. E dentro de si, cada ponto breve agrega uma existência única que se divide infinitamente assim como seu todo se multiplica infinitamente, alternando no tempo realidades que parecem sobrepostas, porém uma análise mais profunda as mostra absolutamente diferentes.
E aí vem o espaço vazio entre um pensamento digressivo e a retomada da linha anterior. A mente é um rio que alimenta a falta que sentimos do mundo. Tudo é imaginação comparado ao real. Tampouco é a sensação que temos frente ao que percebemos. Nascemos e somos criados para pensar de acordo com padrões determinados. Modos específicos que se enquadram em padrões determinados socialmente. E descemos, após crescer, ao poço de nossos desejos, nossa fonte de bem-estar e somos impelidos a decidir entre a satisfação imediata ao sacrifício pelo presente que virá. Precisamos escolher e nossas vidas são determinadas por nossas escolhas. Nossos antepassados escolheram e suas escolhas influenciaram nas nossas. Não há como negar.
Todos sentimos o peso da decisão de um futuro onde os humanos serão o planeta, mas e a reação óbvia de um organismo que tenta sobreviver? As constantes repetições de fins apocalípticos à humanidade é um sinal claro de nossa obsessão pela morte?
A nossa vulnerabilidade nos deu um excesso de confiança em nossa própria existência, ou será que todos os agrupamentos humanos se crêem eternos?
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