sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Hoje eu resolvi abraçar o descontentamento. Hoje eu acordei com a pá virada pros acontecimentos tão distantes do meu dia-a-dia que se repete continuamente na tela de uma tv velha.
Hoje eu sou tão vazio quanto ontem. Hoje a minha angústia pelo despertar é tão improdutiva quanto a que tive em tantos outros dias dessa existência arrastada.
Neste dia, primeiro de janeiro de mais um ano passageiro, sigo permanentemente esperando um momento de travessia para um paraíso eterno. Pura esperança utópica, pois dentro do peito, bate a certeza da intuição profunda da inexistência de um paraíso tão espetacular.
A realidade que criamos nos dias vivos permanece e nela é que reside a.....
Não sei como terminar essa frase.
Hoje é mais um dia iniciado pelo badalo do sino desta igreja e pela sina.