O Tempo
O tempo de um dia
A espera de um novo acaso
O despertar dos sentidos
A intimidade dentro do quarto.
Cada coisa tem seu passo
Ritmo vivido pela ação.
O pulso da existência
Não tem pressa de chegar.
Chega e ali fica
Sem perguntar a si mesmo
Onde deve parar.
Vida recheada de momentos
Memórias sobrepostas
Em nossas mentes.
Cheiros vistos em nossas retinas
Sons espalhados em nosso tato.
Gostos, sons e palavras.
Tudo resumido num só sentido
Sem nome, calado.
A liberdade é tempo-espaço
Matéria transformada
Energia transmutada.
Fluidez do pensamento.
Não há hoje sem a percepção do passado.
Nem futuro sem o presente revelado.
Os dias que se sucedem não são mero acaso.
O mundo se constrói de pequenos momentos
E a confiança de gestos raros.
Sabedoria é conviver com o tempo
E dele não ser escravo.
Viver de forma presente
O corpo aqui e não ausente.
A vontade a nosso lado.
sábado, 21 de maio de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Eu me calo
Onde está o momento? Eu agora penso uma coisa e num instante penso em outra. Minha mente percorre um caminho browniano entre pensamentos e lembranças.
Cada faísca que ilumina um passado amargurado, carregado de sentimentos de repulsa a um mundo que sentia que me repulsava. Hoje vejo que talvez fosse tudo ilusão, porém não consigo deixar de lembrar muita coisa como pessoal. Parecia que todos queriam me apunhalar e ao mesmo tempo exibindo compaixão e vontade de estar perto. Eram sensações muito dúbias que tinha comigo naquela época de crescimento e onde cada pequena coisa se transformava em um mar de drama.
Acontece que de tudo isto que se passava e somado a um acordar de um deslumbre e perceber que em muitos momentos eu simplesmente não havia tomado decisão nenhuma e por covardia, me barrei frente aos medos e aos obstáculos.
Eu me calo na noite.
Eu me calo no dia.
Eu me calo para não ter de saber o que dizer.
Eu me calo pra não saber o que sonhar, pois sinto que nenhum sono hoje é genuíno. Tudo é fabricado.
Eu me calo por temer o futuro e a morte que ele me trará.
Eu me calo por achar que os problemas não tem mais solução.
Eu me calo por não me julgar forte o suficiente.
Eu me calo por não haver mais espaço em meu coração para o que virá.
Eu me calo por compaixão de quem tem que me ouvir.
Eu me calo.
Cada faísca que ilumina um passado amargurado, carregado de sentimentos de repulsa a um mundo que sentia que me repulsava. Hoje vejo que talvez fosse tudo ilusão, porém não consigo deixar de lembrar muita coisa como pessoal. Parecia que todos queriam me apunhalar e ao mesmo tempo exibindo compaixão e vontade de estar perto. Eram sensações muito dúbias que tinha comigo naquela época de crescimento e onde cada pequena coisa se transformava em um mar de drama.
Acontece que de tudo isto que se passava e somado a um acordar de um deslumbre e perceber que em muitos momentos eu simplesmente não havia tomado decisão nenhuma e por covardia, me barrei frente aos medos e aos obstáculos.
Eu me calo na noite.
Eu me calo no dia.
Eu me calo para não ter de saber o que dizer.
Eu me calo pra não saber o que sonhar, pois sinto que nenhum sono hoje é genuíno. Tudo é fabricado.
Eu me calo por temer o futuro e a morte que ele me trará.
Eu me calo por achar que os problemas não tem mais solução.
Eu me calo por não me julgar forte o suficiente.
Eu me calo por não haver mais espaço em meu coração para o que virá.
Eu me calo por compaixão de quem tem que me ouvir.
Eu me calo.
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