terça-feira, 29 de abril de 2008

Nas horas de insônia eu penso

Nas horas de insônia eu penso
Em acontecimentos e fatos
Besteiras, tolices e nos chatos.
Nas horas de insônia eu penso.

Penso e penso mais
Até o cansaço ser mais
Até o sono ser mais
E o sonho ser meu.

O sonho é um menino
Correndo pelos campos
Sonhando que é menino
correndo pelos campos.
Corre menino, corre!

Uma vez me disseram que eu tinha luz
Eu pensei que isso podia ser verdade.
Hoje estou no escuro, cego
A claridade também é escuro.
Luz demais cega.

Você já veio aqui antes
Já me chamou por outros nomes.
Corremos pelos campos.
Fomos meninos e senhores.
Sonhávamos ser fortes
mesmo sendo fracos.

Eram fortes nossos devaneios.
Ainda são fortes, como o vento a soprar
Como a semente a nascer na terra infértil.
Ou o sorriso da criança faminta.
Eu ainda sonho.
E nas horas de insônia penso.

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